
Quem não se comunica... – A chave para aprofundar o relacionamento
Do Livro “A arte de permanecer casado”- Jaime Kemp
A morte e a vida estão no poder da língua;
e aquele que a ama comerá do seu fruto.
Pv 18:21
Exercício de Comunicação
Materiais Necessários: lápis e papel (por casal) e uma folha grande onde possam ser feitos os desenhos e colocados na parede (caso haja datashow isto fica ainda mais fácil).
Os casais são organizados, sentados um de costa para o outro.
Os que estiverem de frente para o desenho a ser comunicado não podem olhar o desenho do parceiro, apenas comunicar o que estão vendo por meio de palavras. Os que estiverem desenhando (lápis e papel na mão), de costas, não podem olhar para a parede do desenho, devem desenhar baseados na informação verbal recebida.
Dá-se um tempo aos participantes (1-3 min), e depois eles podem olhar o resultado da comunicação.
Depois se invertem as posições, ou seja, quem comunicou o desenho, vai agora desenhar (2º desenho diferente). E quem desenhou vai comunicar.
Novamente se dá um tempo aos participantes (1-3 min), e depois eles podem olhar o resultado da comunicação.
O aplicador da dinâmica pede que os participantes coloquem os sentimentos experimentados durante a brincadeira, aproveitando para falar da importância de exercitar a comunicação, compreendendo que é preciso participação de ambos para que a comunicação flua da melhor maneira possível.
· Pode-se dizer que a diferença básica entre um casal feliz e um infeliz está na forma como se comunicam os cônjuges...
· Precisamos escolher de que lado usaremos o poder da nossa língua no nosso relacionamento conjugal: para a vida ou para a morte? Para a felicidade ou para a infelicidade? A escolha é individual...
· Os universos feminino e masculino são geralmente um tanto diferentes. Mas precisamos estabelecer pontes entre estes universos, estes mundos para que nos mantenhamos ligados um ao outro, é esta ponte é a própria comunicação. Como anda esta ponte no seu casamento? Já foi construída? Está em obras? Está em reforma? Está para cair?
· A ponte do diálogo de um casal é que proporciona que ambos cheguem à intimidade emocional.
· Mas e você: tem funcionado como um castelo medieval para seu cônjuge (muros altos, ponte elevadiça, que só desce ao seu comando, lago em volta dos muros)? Ou tem estado com a ponte sempre conservada para que a comunicação flua?
· Não podemos, diante do nosso cônjuge, ter medo de expor o nosso íntimo. Se não, podemos acabar nos tornando estranhos um dia.
· Mas afinal, se tivéssemos que definir: o que é comunicação? É a arte de comunicar verbalmente ou não uma informação, um pensamento de maneira que quem recebe a comunicação entenda o que foi dito.
· Sabendo o que é comunicação, precisamos descobrir em que nível de comunicação estamos no nosso relacionamento. O livro destaca 4 deles:
Nível Quatro – superficial, mas que dá a entender que está tudo ótimo, mas as máscaras estão lá... Este nível de comunicação certamente não é o que Deus criou para o casamento...
Nível Três – aqui o casal conversa, mas sempre sobre fatos, pessoas, opiniões alheias, sem sair da própria “casca”, sem se dar a conhecer. Perigo: este tipo de comunicação leva o casamento para o insucesso.
Nível Dois – neste nível os cônjuges começam a revelar suas idéias e posições, é o caminho para uma comunicação real, é o caminho para aprofundar a intimidade.
Nível Um – aqui a comunicação flui livremente, as pessoas estão abertas para compartilhar sentimentos, opiniões, pensamentos; baseando-se em honestidade e abertura completa. Não é fácil chegar a este nível e nem mantê-lo. Pois ele nos torna vulneráveis, fragilizados, e pode aparecer o medo de rejeição. Mas chegar a este nível é vital para o casamento...
· Qual o nível de comunicação que queremos estabelecer para o nosso relacionamento?
· Vamos orar:
“Querido Deus, pedimos, no nome de Jesus, e pelo poder do Espírito Santo, que o Senhor possa nos revelar o que precisa ser revisto no nosso exercício diário de comunicação, pois queremos aprender mais sobre intimidade contigo buscando intimidade com nosso cônjuge”.
· O que vocês acham que pode impedir que a gente chegue a este nível? Dificuldades de se expressar, medo de expor seus sentimentos e pensamentos, medo de magoar o outro ou a si mesmo, pensamento de que a fala não vai interferir na situação, complexo de inferioridade, choro como fuga, gritos, violência, silêncio, desprezo, indiferença, caretas,...
· Precisamos abandonar o que nos impede de aprender a nos expressarmos de modo adulto e maduro.
· Comunicação: falar, mas também ouvir!
· Saber ouvir é um grande presente que podemos dar todos os dias ao nosso cônjuge! Afinal, ouvir é preocupar-se com o que o outro está dizendo.
· Há alguns obstáculos a serem superados neste processo de aprender a ouvir: preconceitos e atitudes; posição de defesa; interrupção.
· E o ouvir é algo que se faz com o corpo todo, a face, os olhos, o corpo, o coração.
· É importante também aprender a escolher a melhor hora para falar (Pv 15:23b)
· Algumas dicas: nunca ter conversas importantes quando se está cansado fisicamente; nunca discutir perto dos filhos, nem em público; ter tempo separado exclusivamente para conversar; ser honestos, com amor; não culpar nem criticar o cônjuge; saber separar a pessoa de seu comportamento negativo.
· Você está disposto a fazer as reformas necessárias na sua ponte???
Agora vamos dizer ao nosso cônjuge (você pode dizer isto?):
“Querido (a), eu quero estabelecer um nível de comunicação total contigo. Quero aprender a te ouvir, a ser honesto com você e gostaria que você fizesse o mesmo comigo. Reconheço que muitas vezes tenho errado, ao permitir que palavras de morte sejam lançadas da minha boca, por isso peço que me perdoe. Não quero fazer promessas falsas, mas, no nome de Jesus, comprometo-me a te amar e andar em direção ao casamento que Deus sonhou para nós. Amém".


