sábado, 15 de março de 2008

Estudo 4


Quem não se comunica... – A chave para aprofundar o relacionamento

Do Livro “A arte de permanecer casado”- Jaime Kemp


A morte e a vida estão no poder da língua;
e aquele que a ama comerá do seu fruto.
Pv 18:21

Exercício de Comunicação
Materiais Necessários: lápis e papel (por casal) e uma folha grande onde possam ser feitos os desenhos e colocados na parede (caso haja datashow isto fica ainda mais fácil).

Os casais são organizados, sentados um de costa para o outro.
Os que estiverem de frente para o desenho a ser comunicado não podem olhar o desenho do parceiro, apenas comunicar o que estão vendo por meio de palavras. Os que estiverem desenhando (lápis e papel na mão), de costas, não podem olhar para a parede do desenho, devem desenhar baseados na informação verbal recebida.
Dá-se um tempo aos participantes (1-3 min), e depois eles podem olhar o resultado da comunicação.
Depois se invertem as posições, ou seja, quem comunicou o desenho, vai agora desenhar (2º desenho diferente). E quem desenhou vai comunicar.
Novamente se dá um tempo aos participantes (1-3 min), e depois eles podem olhar o resultado da comunicação.
O aplicador da dinâmica pede que os participantes coloquem os sentimentos experimentados durante a brincadeira, aproveitando para falar da importância de exercitar a comunicação, compreendendo que é preciso participação de ambos para que a comunicação flua da melhor maneira possível.




· Pode-se dizer que a diferença básica entre um casal feliz e um infeliz está na forma como se comunicam os cônjuges...
· Precisamos escolher de que lado usaremos o poder da nossa língua no nosso relacionamento conjugal: para a vida ou para a morte? Para a felicidade ou para a infelicidade? A escolha é individual...
· Os universos feminino e masculino são geralmente um tanto diferentes. Mas precisamos estabelecer pontes entre estes universos, estes mundos para que nos mantenhamos ligados um ao outro, é esta ponte é a própria comunicação. Como anda esta ponte no seu casamento? Já foi construída? Está em obras? Está em reforma? Está para cair?
· A ponte do diálogo de um casal é que proporciona que ambos cheguem à intimidade emocional.
· Mas e você: tem funcionado como um castelo medieval para seu cônjuge (muros altos, ponte elevadiça, que só desce ao seu comando, lago em volta dos muros)? Ou tem estado com a ponte sempre conservada para que a comunicação flua?
· Não podemos, diante do nosso cônjuge, ter medo de expor o nosso íntimo. Se não, podemos acabar nos tornando estranhos um dia.
· Mas afinal, se tivéssemos que definir: o que é comunicação? É a arte de comunicar verbalmente ou não uma informação, um pensamento de maneira que quem recebe a comunicação entenda o que foi dito.
· Sabendo o que é comunicação, precisamos descobrir em que nível de comunicação estamos no nosso relacionamento. O livro destaca 4 deles:
Nível Quatro – superficial, mas que dá a entender que está tudo ótimo, mas as máscaras estão lá... Este nível de comunicação certamente não é o que Deus criou para o casamento...
Nível Três – aqui o casal conversa, mas sempre sobre fatos, pessoas, opiniões alheias, sem sair da própria “casca”, sem se dar a conhecer. Perigo: este tipo de comunicação leva o casamento para o insucesso.
Nível Dois – neste nível os cônjuges começam a revelar suas idéias e posições, é o caminho para uma comunicação real, é o caminho para aprofundar a intimidade.
Nível Um – aqui a comunicação flui livremente, as pessoas estão abertas para compartilhar sentimentos, opiniões, pensamentos; baseando-se em honestidade e abertura completa. Não é fácil chegar a este nível e nem mantê-lo. Pois ele nos torna vulneráveis, fragilizados, e pode aparecer o medo de rejeição. Mas chegar a este nível é vital para o casamento...

· Qual o nível de comunicação que queremos estabelecer para o nosso relacionamento?
· Vamos orar:
“Querido Deus, pedimos, no nome de Jesus, e pelo poder do Espírito Santo, que o Senhor possa nos revelar o que precisa ser revisto no nosso exercício diário de comunicação, pois queremos aprender mais sobre intimidade contigo buscando intimidade com nosso cônjuge”.
· O que vocês acham que pode impedir que a gente chegue a este nível? Dificuldades de se expressar, medo de expor seus sentimentos e pensamentos, medo de magoar o outro ou a si mesmo, pensamento de que a fala não vai interferir na situação, complexo de inferioridade, choro como fuga, gritos, violência, silêncio, desprezo, indiferença, caretas,...
· Precisamos abandonar o que nos impede de aprender a nos expressarmos de modo adulto e maduro.
· Comunicação: falar, mas também ouvir!
· Saber ouvir é um grande presente que podemos dar todos os dias ao nosso cônjuge! Afinal, ouvir é preocupar-se com o que o outro está dizendo.
· Há alguns obstáculos a serem superados neste processo de aprender a ouvir: preconceitos e atitudes; posição de defesa; interrupção.
· E o ouvir é algo que se faz com o corpo todo, a face, os olhos, o corpo, o coração.
· É importante também aprender a escolher a melhor hora para falar (Pv 15:23b)
· Algumas dicas: nunca ter conversas importantes quando se está cansado fisicamente; nunca discutir perto dos filhos, nem em público; ter tempo separado exclusivamente para conversar; ser honestos, com amor; não culpar nem criticar o cônjuge; saber separar a pessoa de seu comportamento negativo.
· Você está disposto a fazer as reformas necessárias na sua ponte???
Agora vamos dizer ao nosso cônjuge (você pode dizer isto?):
“Querido (a), eu quero estabelecer um nível de comunicação total contigo. Quero aprender a te ouvir, a ser honesto com você e gostaria que você fizesse o mesmo comigo. Reconheço que muitas vezes tenho errado, ao permitir que palavras de morte sejam lançadas da minha boca, por isso peço que me perdoe. Não quero fazer promessas falsas, mas, no nome de Jesus, comprometo-me a te amar e andar em direção ao casamento que Deus sonhou para nós. Amém".

quinta-feira, 6 de março de 2008

Estudo 3


Resolvendo Conflitos

Do Livro “A arte de permanecer casado”- Jaime Kemp

Palavra do Estudo: Amós 3:3
"Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?"

DINÂMICA DO NÓ

OBJETIVOS: Ajudar o grupo a compreender o processo vivido na solução de um determinado problema. Criar novas expectativas com relação a algum problema de difícil solução.

MATERIAL: Toca-fitas e música à vontade.

PROCESSO: Os participantes formam um círculo e se dão as mãos. È importante lembrar que, sempre que for pedido para dar novamente as mãos, deverão repetir exatamente com estão: a mão esquerda para quem segura a mão esquerda e a direita para quem segura a direita.
Após esta observação, o grupo deverá, ao som de uma música, caminhar um pouco, livremente.
A um sinal do animador, o grupo forma um único bloco no centro do círculo e, sem sair do lugar, cada participante deverá dar novamente a mão direita para quem segurava a mão direita e a mão esquerda para quem segurava a mão esquerda (como no início). Com certeza, ficará um pouco difícil à distância entre aqueles que estavam próximos no início, mas o animador tenta motivar para que ninguém mude de lugar ou troque o companheiro com o qual estava de mãos dadas.
Assim que todos já estiverem ligados aos mesmos companheiros, o animador pede que voltem à posição natural, porém sem soltarem as mãos em silêncio. ( O grupo deverá desamarrar o nó feito e voltar ao círculo inicial, movimentando-se silenciosamente).
Após algum tempo, se não conseguirem voltar à posição inicial, o animador “libera a comunicação” entre as pessoas e deixa mais alguns minutos. Caso ainda seja muito difícil, o animador poderá subir numa cadeira e “assessorar o desamarramento” dando sugestões e mostrando os possíveis caminhos.
Enfim, partilha-se a experiência vivenciada. Destacar as dificuldades, os sentimentos experimentados no início, no momento do nó e ao final, após desatá-lo.
Nota: Sempre é possível desatar o nó completamente. Porém, se o grupo for muito numeroso, pode se mais difícil. Portanto, sugerimos: se o grupo ultrapassar trinta participantes, poderão ser feitos dois círculos.





É preciso compreender, em primeiro lugar, que não há como existir um lar livre de conflitos, pois mesmo os relacionamentos profundamente amadurecidos encontram diferenças e desentendimentos.
Homens e mulheres reagem de modo diferente diante dos conflitos. As mulheres tendem a chorar ou ficar em silêncio, ou às vezes, ficam agressivas e gritam. Já os homens, podem ignorar a esposa ou gritar com ela, ou ainda, emburrar, ou perder o controle, podendo chegar até a agressões físicas. Mas estas reações resolvem algum conflito?
Algumas maneiras equivocadas de “resolver” conflitos:
Afastar-se do conflito – geralmente acontece quando o cônjuge acha que não há solução para o motivo da discussão. O problema é que esse “afastar-se” pode gerar afastamento tanto físico quanto emocional, o que acaba por construir um muro entre o casal, que acaba gerando silêncio e alienação.
Fazer prevalecer o ponto de vista pessoal, a qualquer custo – isto acontece quando as pessoas querem que prevaleça sua palavra como a final e decisiva. Isto pode ser uma forma de manipular o parceiro, sendo desleal, e contribuindo para piorar a situação ao invés de resolvê-la.
Desistindo do ponto de vista pessoal – isto se dá quando um deixa o outro vencer sempre, e isso às vezes, inclusive com ironia. Isto pode gerar frustração, e esta, ressentimento. E no outro, em conseqüência, culpa. E isto não pode ser bom para o relacionamento.
Fazendo concessões – não há um vencedor, mas o problema não é resolvido de fato, deixando margem para que no coração de um dos cônjuges fique a sensação de que o problema foi solucionado insatisfatoriamente, de modo superficial.
· Devemos fugir das brigas sérias, pois elas são aquelas em que o casal se desune, não resolve o problema, e ainda são gerados e acumulados amarguras, rixas, raiva, ódio, que são sinais de desobediência a Deus, e um caminho para o divórcio.
· Assim, é preciso que o casal esteja, de fato, disposto a encarar e resolver os conflitos, normais na nossa vida de casados. E para permanecermos casados é preciso exercitar a solução deles, desenvolver a habilidade de resolver conflitos no casamento.
· É preciso ter fé (Fl 4:13), crer que Jesus pode mediar tal conflito.
· É preciso saber escolher a hora certa de dialogar (Pv 15:23), manter a calma a concentração e a boa vontade. Pois a palavra pode ferir ainda mais, sendo usada como arma, por isso falem para resolver o problema, não para ferir um ao outro. E mesmo nos conflitos é importante expressar apreciação pelo cônjuge
· Também é necessário saber ouvir (Pv 18:13), com sensibilidade, empatia, paciência e amor. Não podemos imaginar o que o outro vai dizer, é preciso ter sabedoria (Tg 1:19), e ouvir, esperar pelo que o outro tem a dizer ao invés de preparar a resposta.
· No caso dos conflitos, é essencial conhecer a raiz do problema, a doença e não simplesmente os sinais e sintomas...Mas nem sempre conseguimos entender qual o problema central, então precisamos de ajuda. Antes, também é possível que cada um reflita individualmente sobre a questão para depois retornar a uma conversa, evitando acusações, críticas, gritos, buscando a solução. Uma sugestão dada pelo Pr. Jaime Kemp é de que o casal elabore uma lista de itens sobre concordância e discordâncias sobre o motivo da briga. Muitos casais acabam descobrindo que concordam muito mais que discordam, por isso vale a pena rever a questão...
· Outro ponto importante na solução de conflitos é reconhecer e assumir a própria parte da responsabilidade pelo conflito. Isto é difícil, nós somos orgulhosos... Mas é preciso quebrar o orgulho... É muito difícil que a culpa seja de um só...é preciso ser corajoso e romper com o medo, e reconhecer a própria culpa: isto geralmente desarma o outro cônjuge.
· E, então, é preciso definir, na prática, o que precisa ser mudado nos hábitos do casal para que o problema não se repita, para que o mal seja cortado pela raiz. Isto provavelmente deve gerar dor, exige renúncia. Mas é preciso tomar a decisão certa e pagar o preço em favor da felicidade no casamento...
· E não podemos nunca nos esquecer das três frases que podem salvar um casamento: “eu estou errado(a)”; “por favor, me perdoe”; “eu amo você”.
· Façamos dos conflitos aliados poderosos para o fortalecimento e amadurecimento do nosso casamento, resolvendo-os ao modo de Deus.