quinta-feira, 6 de março de 2008

Estudo 3


Resolvendo Conflitos

Do Livro “A arte de permanecer casado”- Jaime Kemp

Palavra do Estudo: Amós 3:3
"Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?"

DINÂMICA DO NÓ

OBJETIVOS: Ajudar o grupo a compreender o processo vivido na solução de um determinado problema. Criar novas expectativas com relação a algum problema de difícil solução.

MATERIAL: Toca-fitas e música à vontade.

PROCESSO: Os participantes formam um círculo e se dão as mãos. È importante lembrar que, sempre que for pedido para dar novamente as mãos, deverão repetir exatamente com estão: a mão esquerda para quem segura a mão esquerda e a direita para quem segura a direita.
Após esta observação, o grupo deverá, ao som de uma música, caminhar um pouco, livremente.
A um sinal do animador, o grupo forma um único bloco no centro do círculo e, sem sair do lugar, cada participante deverá dar novamente a mão direita para quem segurava a mão direita e a mão esquerda para quem segurava a mão esquerda (como no início). Com certeza, ficará um pouco difícil à distância entre aqueles que estavam próximos no início, mas o animador tenta motivar para que ninguém mude de lugar ou troque o companheiro com o qual estava de mãos dadas.
Assim que todos já estiverem ligados aos mesmos companheiros, o animador pede que voltem à posição natural, porém sem soltarem as mãos em silêncio. ( O grupo deverá desamarrar o nó feito e voltar ao círculo inicial, movimentando-se silenciosamente).
Após algum tempo, se não conseguirem voltar à posição inicial, o animador “libera a comunicação” entre as pessoas e deixa mais alguns minutos. Caso ainda seja muito difícil, o animador poderá subir numa cadeira e “assessorar o desamarramento” dando sugestões e mostrando os possíveis caminhos.
Enfim, partilha-se a experiência vivenciada. Destacar as dificuldades, os sentimentos experimentados no início, no momento do nó e ao final, após desatá-lo.
Nota: Sempre é possível desatar o nó completamente. Porém, se o grupo for muito numeroso, pode se mais difícil. Portanto, sugerimos: se o grupo ultrapassar trinta participantes, poderão ser feitos dois círculos.





É preciso compreender, em primeiro lugar, que não há como existir um lar livre de conflitos, pois mesmo os relacionamentos profundamente amadurecidos encontram diferenças e desentendimentos.
Homens e mulheres reagem de modo diferente diante dos conflitos. As mulheres tendem a chorar ou ficar em silêncio, ou às vezes, ficam agressivas e gritam. Já os homens, podem ignorar a esposa ou gritar com ela, ou ainda, emburrar, ou perder o controle, podendo chegar até a agressões físicas. Mas estas reações resolvem algum conflito?
Algumas maneiras equivocadas de “resolver” conflitos:
Afastar-se do conflito – geralmente acontece quando o cônjuge acha que não há solução para o motivo da discussão. O problema é que esse “afastar-se” pode gerar afastamento tanto físico quanto emocional, o que acaba por construir um muro entre o casal, que acaba gerando silêncio e alienação.
Fazer prevalecer o ponto de vista pessoal, a qualquer custo – isto acontece quando as pessoas querem que prevaleça sua palavra como a final e decisiva. Isto pode ser uma forma de manipular o parceiro, sendo desleal, e contribuindo para piorar a situação ao invés de resolvê-la.
Desistindo do ponto de vista pessoal – isto se dá quando um deixa o outro vencer sempre, e isso às vezes, inclusive com ironia. Isto pode gerar frustração, e esta, ressentimento. E no outro, em conseqüência, culpa. E isto não pode ser bom para o relacionamento.
Fazendo concessões – não há um vencedor, mas o problema não é resolvido de fato, deixando margem para que no coração de um dos cônjuges fique a sensação de que o problema foi solucionado insatisfatoriamente, de modo superficial.
· Devemos fugir das brigas sérias, pois elas são aquelas em que o casal se desune, não resolve o problema, e ainda são gerados e acumulados amarguras, rixas, raiva, ódio, que são sinais de desobediência a Deus, e um caminho para o divórcio.
· Assim, é preciso que o casal esteja, de fato, disposto a encarar e resolver os conflitos, normais na nossa vida de casados. E para permanecermos casados é preciso exercitar a solução deles, desenvolver a habilidade de resolver conflitos no casamento.
· É preciso ter fé (Fl 4:13), crer que Jesus pode mediar tal conflito.
· É preciso saber escolher a hora certa de dialogar (Pv 15:23), manter a calma a concentração e a boa vontade. Pois a palavra pode ferir ainda mais, sendo usada como arma, por isso falem para resolver o problema, não para ferir um ao outro. E mesmo nos conflitos é importante expressar apreciação pelo cônjuge
· Também é necessário saber ouvir (Pv 18:13), com sensibilidade, empatia, paciência e amor. Não podemos imaginar o que o outro vai dizer, é preciso ter sabedoria (Tg 1:19), e ouvir, esperar pelo que o outro tem a dizer ao invés de preparar a resposta.
· No caso dos conflitos, é essencial conhecer a raiz do problema, a doença e não simplesmente os sinais e sintomas...Mas nem sempre conseguimos entender qual o problema central, então precisamos de ajuda. Antes, também é possível que cada um reflita individualmente sobre a questão para depois retornar a uma conversa, evitando acusações, críticas, gritos, buscando a solução. Uma sugestão dada pelo Pr. Jaime Kemp é de que o casal elabore uma lista de itens sobre concordância e discordâncias sobre o motivo da briga. Muitos casais acabam descobrindo que concordam muito mais que discordam, por isso vale a pena rever a questão...
· Outro ponto importante na solução de conflitos é reconhecer e assumir a própria parte da responsabilidade pelo conflito. Isto é difícil, nós somos orgulhosos... Mas é preciso quebrar o orgulho... É muito difícil que a culpa seja de um só...é preciso ser corajoso e romper com o medo, e reconhecer a própria culpa: isto geralmente desarma o outro cônjuge.
· E, então, é preciso definir, na prática, o que precisa ser mudado nos hábitos do casal para que o problema não se repita, para que o mal seja cortado pela raiz. Isto provavelmente deve gerar dor, exige renúncia. Mas é preciso tomar a decisão certa e pagar o preço em favor da felicidade no casamento...
· E não podemos nunca nos esquecer das três frases que podem salvar um casamento: “eu estou errado(a)”; “por favor, me perdoe”; “eu amo você”.
· Façamos dos conflitos aliados poderosos para o fortalecimento e amadurecimento do nosso casamento, resolvendo-os ao modo de Deus.

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