terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Estudo 2



Suprindo as necessidades um do outro

Do Livro “A arte de permanecer casado”- Jaime Kemp

Sugestão de Dinâmica para o início:
Cada cônjuge, num pedaço de papel, escreve o nome do parceiro e as coisas que ele gosta que o cônjuge faça e as que gostaria que ele fizesse (Material: pedaços de papel e canetas). ___________(nome do Cônjuge):
Eu gosto quando você... Ou: Eu fico satisfeito (a) quando você...
Eu gostaria que você... Ou: Eu ficaria satisfeito (a) se você...
Depois de escrito, guardar o papel para entregar no final do estudo para o cônjuge.

Para exercitar a arte de permanecer casado é fundamental que ambos os cônjuges estejam atentos para as necessidades um do outro, e, mais do que isto, estejam dispostos a suprir estas necessidades, na medida do possível.
Quando Deus criou o homem, este foi feito com necessidades físicas, emocionais, sociais, intelectuais, e espirituais, e o casamento foi instituído por Deus tendo como um de seus propósitos suprir tais necessidades.(Gn 2:18).
Tipos de casamento que podem surgir em função da falta de suprimento das necessidades um do outro:
Casamentos Mortos - é aquele em que, embora casados legalmente, os cônjuges não têm nenhum tipo de vida em comum, apenas vivem na mesma casa. Os casamentos mortos podem ser do tipo pacífico ou do tipo beligerante. O casamento morto pacífico é aquele em que o casal vive aparentemente em paz. Não há brigas, e as aparências dão a impressão de um casamento muito bem ajustado. Somente quem tem intimidade com o casal sabe que falta amor e diálogo. Mas, com o tempo, a máscara cai, e os interesses começam a divergir – a separação acontece e causa surpresa para as pessoas próximas. Muitos destes casais costumam criticar ferozmente aqueles que vivem ilegalmente, mas cometem tantos erros quanto eles. Outros preservam um casamento morto por causa dos filhos ou por receio da separação, ou por causa da religião. Este não é o plano de Deus para o casamento! Mas pior que este tipo de casamento é o casamento morto beligerante, que é aquele em que as ”guerras” são constantes, há disputa de poder, sem nenhuma ou quase nenhuma noção de liderança. As disputas impedem que os cônjuges pensem sequer nas necessidades mútuas: estão casados legalmente, mas divorciados tanto emocional, quanto intelectual, física e espiritualmente.
Vale, entretanto, reforçar que o nosso Deus é um Deus que ressuscita mortos, portanto, há esperança para estes casamentos...
Basta que haja a disposição de ambos para ser sensíveis um ao outro, buscando suprir as suas carências.
Casamentos Infiéis - Infelizmente têm crescido muito no nosso Brasil, e geralmente são resultado da falta de suprimento das necessidades emocionais e sexuais. Geralmente a fidelidade chega ao casamento não por uma escolha, mas às vezes e a carência que leva a isso. Os relacionamentos extraconjugais podem ser uma tentativa de provar a si mesmo que ainda é atraente, valioso para o sexo oposto. Assim, se a gente “rega a plantinha”, tecendo elogios ao nosso cônjuge, valorizando-o e sendo carinhoso com ele, ele não precisa olhar para o “jardim do vizinho”. É preciso que tenhamos interesse pela vida de nosso cônjuge.
Casamentos em Crise – Há duas épocas na vida do casal em que há probabilidade maior de separação, que são: nos primeiros cinco a sete anos de casamento, e na meia idade (dos 35 aos 45 anos de idade). O primeiro caso está geralmente associado com a imaturidade do casal, e a falta de compreensão de que os conflitos e contrariedades devem ser usados como possibilidade de aprofundar a intimidade.Na meia idade, há uma crise existencial, que pode levar a pessoa a querer desistir do casamento. Quinze, vinte anos juntos podem ficar sem graça se não houver cuidado diário com o amor.

É melhor prevenir que remediar nestes casos, por isto, convém que a gente trabalhe para construir casamentos equilibrados e sólidos já desde o início d que tentar readequar depois de muito tempo de necessidades não atendidas...
A tarefa de cada um de nós e descobrir, diariamente as necessidades do nosso cônjuge, e para isto é necessário saber sobre a herança cultural e afetiva que ele traz em sua história, suas habilidades, seus talentos.
Assim, para suprir as necessidades de nosso cônjuge precisamos empenhar-nos em conhecê-lo, mais e mais. Mas afinal, como podemos fazer isto?
1. Separando tempo para conversar diariamente.
2. Observando o cônjuge, sua família, seus sogros, seus valores, costumes, etc.
3. Ouvindo o que ele tem a dizer.
· Uma pesquisa recente de homens cristãos e suas esposas deu os seguintes resultados(www.estudosdabiblia.net/199939.htm):

· Sinais de perigo: a amizade, a intimidade diminui; os pensamentos e sentimentos são encobertos; não tem tempo de qualidade; as irritações não são expressas; um evita o outro; não se preocupam com o bem-estar do outro.
· Quando a gente está suprindo as necessidades físicas, emocionais, intelectuais e espirituais do cônjuge, estamos sendo um com ele (http://www.bibliaonline.net/aconselhamentos/?acao=resposta&numero=1514&lang=BR&link=bol). Mas quando não o fazemos, estamos sozinhos, agindo como se fôssemos solteiros (Mt 19:6).
· Vamos assumir o compromisso, diante de Deus, de estar atento às necessidades de nosso cônjuge e de procurar satisfazê-las? E lembrar que, de vez em quando, precisamos reviver as promessas feitas no dia do nosso casamento. Vamos dizer ao nosso cônjuge: “Querido (a) eu agradeço ao Senhor porque ele me deu você, que é a única pessoa que pode suprir totalmente as minhas necessidades”. Agora é a hora de dar ao cônjuge as nossas anotações iniciais... E aproveitar as dicas de satisfazer as necessidades do outro...

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